As fabricantes estão colocando cada vez mais telas nos carros, mas uma delas parece não convencer os consumidores. Um estudo da J.D. Power, realizado com 68.084 proprietários de veículos ano/modelo 2026, mostrou que 35% dos donos de carros com tela exclusiva para o passageiro nunca sequer tentaram usar o recurso. Apenas 6% utilizam a tela em todas as viagens.
A ideia não é completamente inútil. O passageiro pode usar o display para controlar músicas, consultar mapas, acompanhar informações da viagem e acessar algumas funções do veículo. Em viagens longas, a tela também pode servir para entretenimento, algo que ganhou espaço no Brasil após novas regras do Contran permitirem conteúdo para o passageiro dianteiro mesmo com o carro em movimento, desde que o motorista não consiga enxergá-lo.
O problema é que muitas dessas funções já estão disponíveis na central multimídia principal, localizada poucos centímetros ao lado. Para quem costuma dirigir sozinho, a situação fica ainda mais curiosa: o carro pode carregar diariamente uma grande tela completamente inutilizada no banco do passageiro.
A pesquisa também encontrou 21,3 problemas relacionados à tela do passageiro a cada 100 veículos equipados com o recurso. O levantamento mostra que os consumidores não rejeitam tecnologia, mas valorizam mais aquelas que facilitam a rotina sem exigir atenção constante. É o caso do Head-Up Display, que entrega informações ao motorista sem obrigá-lo a desviar os olhos da estrada.
Fonte: Auto+