No Brasil, o motorista é proibido por lei de abastecer o próprio veículo desde 2000. A Lei nº 9.956 foi criada para proteger os empregos dos frentistas, mas a restrição ainda gera debates sobre custos, segurança e liberdade de escolha.
Em países como os Estados Unidos, o autosserviço é comum. No Brasil, defensores da proibição argumentam que os frentistas oferecem atendimento e ajudam a reduzir riscos no manuseio de combustíveis. Já quem apoia a liberação aponta a falta de mão de obra em alguns postos e a possibilidade de oferecer diferentes formas de abastecimento.
Mas será que liberar o autosserviço deixaria a gasolina mais barata? Um estudo do Dieese citado no debate estimou que os custos com trabalhadores representavam 1,72% das vendas de gasolina e diesel em 2019. Isso indica que uma eventual economia com mão de obra não necessariamente provocaria uma grande redução no preço final.
A discussão envolve ainda impostos, custos de produção, distribuição e concorrência entre postos. Enquanto propostas para liberar o autosserviço já foram apresentadas, a proibição continua em vigor, mantendo o Brasil entre os países que exigem o abastecimento por um profissional.
Fonte: Click Petróleo e Gás