O famoso cheiro de carro novo vai além da sensação de novidade. Ele faz parte do marketing sensorial, estratégia que utiliza estímulos como aromas, sons e texturas para criar conexões emocionais com os consumidores e influenciar a percepção de qualidade de um produto.
Na indústria automotiva, esse aroma vem dos materiais da cabine, como bancos, painéis e revestimentos. As montadoras avaliam os odores desses componentes para garantir uma experiência agradável. A BMW, por exemplo, trabalha com testes específicos para analisar os cheiros e a qualidade do ar no interior dos veículos.
Algumas marcas vão além. A Rolls-Royce desenvolveu uma fragrância exclusiva para o Phantom Syntopia, liberada por um sistema integrado aos encostos de cabeça. A iniciativa mostra como o olfato pode ser incorporado à identidade de um automóvel, especialmente no segmento de luxo.
A estratégia tem fundamento na relação entre cheiro, emoção e memória. Um aroma pode despertar lembranças de viagens, do primeiro carro ou de momentos em família. Assim, o marketing sensorial ajuda as montadoras a transformar a experiência de dirigir em algo que vai além do produto e permanece na memória do consumidor.
Fonte: Estadão