Como o brasileiro paga um carro de R$ 160 mil?

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A resposta está principalmente no financiamento e nas diferentes formas de entrada. Nem todo brasileiro que dirige um carro de R$ 160 mil tem esse dinheiro disponível ou ganha mais de R$ 10 mil por mês. Alguns compram à vista, outros entregam um carro usado, fazem uma entrada maior e financiam o restante. Também há veículos adquiridos por empresas e consumidores que optam por seminovos, mais baratos que os modelos zero-quilômetro.

O financiamento permite que o consumidor antecipe a compra e pague o carro com a renda dos próximos anos. Em uma condição divulgada pela Hyundai, por exemplo, um Creta de R$ 139.590 poderia ser adquirido com cerca de R$ 31 mil de entrada, parcelas de R$ 2.974 e uma parcela final próxima dos R$ 42 mil. Ao final, o desembolso ultrapassaria R$ 215 mil, mais de R$ 75 mil acima do preço inicial do veículo.

Só que a prestação é apenas uma parte da conta. O proprietário ainda precisa pagar combustível, seguro, IPVA, manutenção, pneus, estacionamento e depreciação. Por isso, duas pessoas podem dirigir o mesmo SUV de R$ 160 mil e estar em situações financeiras completamente diferentes. Enquanto uma pode ter patrimônio suficiente para comprar à vista, a outra pode ter comprometido boa parte da renda futura com o financiamento.

A quantidade de SUVs nas ruas também tem relação com a própria transformação do mercado. Modelos como T-Cross e Creta se tornaram populares e ocuparam o espaço antes dominado por hatches e sedãs. O carro pode até estar na garagem, mas isso não significa que o proprietário tenha R$ 160 mil de patrimônio disponível. Muitas vezes, ele tem um financiamento de vários anos para pagar e é justamente aí que está a diferença entre conseguir comprar e conseguir realmente bancar o carro.

Fonte: Velozes Club

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