A operação da Renault no Brasil está passando por uma das maiores transformações de sua história. A montadora agora passa a adotar oficialmente o nome RGdB, sigla para Renault Geely do Brasil, marcando uma nova etapa da parceria entre a fabricante francesa e a gigante chinesa Geely.
A mudança vai muito além do nome. Em apenas 33 dias, a fábrica de São José dos Pinhais, no Paraná, passou por uma verdadeira reestruturação para começar a produzir novos SUVs eletrificados da Geely no Brasil.
O primeiro modelo confirmado é o Geely EX5, SUV construído sobre uma plataforma maior e mais pesada do que os carros atualmente fabricados pela Renault no país. Por causa disso, a linha de produção precisou ser ampliada e adaptada para receber o novo veículo.
Além de novos equipamentos, a fábrica também ganhou áreas específicas para lidar com componentes eletrificados, principalmente baterias, que exigem um processo de montagem diferente dos carros tradicionais.
Segundo a empresa, as primeiras carrocerias do EX5 já estão passando pela linha de montagem em fase de testes. O início oficial da produção está previsto para o segundo semestre de 2026.
Outro modelo da Geely também deve ser fabricado no Paraná. Um dos mais cotados é o compacto elétrico EX2, que vem tendo boa aceitação no mercado brasileiro. Entre janeiro e abril, o modelo já emplacou cerca de 6 mil unidades no país.
A procura pelo EX2 parece continuar forte. No fim de março, um navio vindo da China desembarcou mais de 3 mil unidades do modelo no Porto de Paranaguá.
Hoje, a fábrica da Renault Geely do Brasil opera em dois turnos e deve continuar assim até o fim do ano. A unidade também encerrou de vez qualquer ligação com a Nissan, antiga parceira da Renault no complexo industrial.
Para quem acompanha o mercado automotivo, a mudança mostra como as marcas chinesas estão ganhando cada vez mais espaço no Brasil. A parceria entre Renault e Geely reforça a aposta nos carros eletrificados e pode acelerar ainda mais a chegada de novos modelos elétricos e híbridos ao mercado brasileiro nos próximos anos.
Fonte: Automotive Business