O mercado automotivo brasileiro vive um momento raro: as vendas de carros bateram o melhor resultado em 13 anos. Em março de 2026, foram 269,5 mil veículos vendidos, um salto de 37,9% em relação ao mesmo período de 2025, segundo a Fenabrave.
Considerando apenas automóveis e comerciais leves, o número chega a 258,2 mil unidades, com alta ainda maior, de 40,2%. No acumulado do primeiro trimestre, o mercado soma 597,5 mil veículos, crescimento de 15,4%.
Mas por trás desse crescimento forte, há uma mudança importante acontecendo.
A grande protagonista desse novo cenário é a BYD. A marca teve um crescimento impressionante de 50,36% no market share, impulsionada por modelos como o BYD Dolphin Mini, além de Song Pro e Song Plus.
Mesmo com participação ainda considerada pequena (6,3%), a BYD já aparece entre as cinco maiores do Brasil, mostrando a força dos elétricos e híbridos.
A Volkswagen também avançou, com alta de 6,70% na participação, sustentada por modelos como Polo, T-Cross, Nivus e o novo Tera.
Já a Hyundai cresceu 4,35%, apoiada principalmente no Creta e HB20, mesmo sem grandes lançamentos.
Por outro lado, marcas tradicionais estão sentindo o impacto direto — especialmente com a chegada das chinesas.
A Toyota teve uma das maiores quedas: perdeu 25,92% de participação, caindo de 8,14% para 6,03%. Problemas de produção e concorrência direta com híbridos ajudaram nesse resultado.
A Nissan também recuou, com queda de 17,96%, enquanto a Renault perdeu 12,89% de participação.
Outras marcas como Honda (-12,53%) e Jeep (-11,11%) também encolheram.
Até a Chevrolet perdeu espaço (-5,01%), embora ainda esteja entre as líderes.
Mesmo com todas essas mudanças, a Fiat continua dominando o mercado brasileiro, com 21,19% de participação, praticamente estável em relação ao ano passado.
Fonte: Motor Show